Arquivo para a categoria ‘Star Wars’
Quando, em 2007, a série Family Guy (no Brasil com o péssimo título ‘Uma família de pesada’) fez sucesso parodiando o primeiro Star Wars com o episódio Blue Harvest (veja o por quê do título aqui), logo foi anunciado que a segundo filme, O Império Contra-Ataca, também seria satirizado. A greve de roteiristas atrasou a estréia, mas foi por fim lançado em DVD e Blu-Ray nos EUA o episódio Something, Something, Something Dark Side (’qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa, lado negro’), também com uma hora de duração.
Como em Blue Harvest, Something, Something, Something Dark Side coloca os personagens de Family Guy nos papéis do filme de George Lucas: Chris Griffin é Luke, Lois é Leia, Peter é Han, Brian é Chewbacca e a dupla Quagmire e Cleveland interpreta os robôs C-3PO e R2-D2. Como é tradição na série, há várias referências à cultura pop, inclusive algumas não muito óbvias para quem não é americano (como o ator que aparece no pântano em Dagobah parodiando as propagandas da seguradora AllState). Outras tiradas são familiares e específicas para quem acompanha as séries (tanto Star Wars como Family Guy), como por exemplo o momento em que um AT-AT na batalha de Hoth cai e fica um boooom tempo segurando o joelho e gemendo de dor, a faxineira Consuelo pedindo para Darth Vader comprar mais limpa-vidros para o Star Destroyer, ou as constantes referências a Alderaan. Como já é costume em Family Guy, não faltam situações absurdas e inesperadas, como Luke tendo que fazer uma escala antes de chegar a Dagobah para ver o recital de violino da sobrinha de R2-D2.
O próprio nome do episódio, na realidade, é mais uma referência a uma piada anterior na série. Num dos flashbacks absurdos de Peter, fala-se do dia em que o Imperador descobriu a fórmula para diálogos perfeitos em Star Wars: ‘qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa, lado negro… qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa, completo’.
Tecnicamente, o episódio é impressionante. Fãs perceberão a sincronia perfeita da música do episódio com o filme original, a reprodução fiel dos ângulos de câmera e a boa qualidade das naves feitas com ajuda de computação gráfica. E isso é parte do prazer de assistir o episódio.
No geral, Something, Something, Something Dark Side é para iniciados - é preciso gostar de Star Wars, de Family Guy e ter alguma exposição à cultura americana para entender todas as piadas. Não dá pra rolar de rir, mas dá pra se divertir.
Star Wars em Star Trek
Há quem pense que quem gosta de Star Trek tem que odiar Star Wars, e vice-versa.
Mas os produtores de Star Trek em várias ocasiões prestaram homenagem a Star Wars e incluíram elementos da saga de Lucas na tela. Em ST:TNG (A Nova Geração), um modelo de R2-D2 foi usado para criar os detalhes da superfície do cubo Borg. Em Star Trek: First Contact, a Millenium Falcon aparece e é logo vaporizada pelos Borg. Recentemente, J.J. Abrams, fã de Star Wars, incluiu R2-D2 como um dos destroços na cena da explosão de Vulcano. Há também quem defenda que a USS Enterprise aparece em Star Wars: Episódio I.
Pra que brigar?
Zahn, a Volta de Thrawn e o fim de uma Era

E se o maior gênio militar da galáxia, dado como morto há dez anos, reaparecesse no meio da pior crise política que a Nova República já enfrentou? E se sua volta trouxesse indícios de um poder imperial desconhecido, capaz de acabar com a ordem e a liberdade? Esta é apenas a ponta do Iceberg em Visions of the Past e Specter of the Future, de Timothy Zahn.
Qualquer fã de Star Wars já deve ter feito a seguinte pergunta: quem era a tripulação da primeira Estrela da Morte, comandada pelo frio e calculista Grand Moff Tarkin. Mais ainda, quem era Tarkin? Como era a cabeça do único oficial do império que ousava olhar Darth Vader de igual para igual? Star Wars - Death Star conta exatamente essa história. Com mais algumas surpresas. Leia o post inteiro »
Expansão para The Force Unleashed chega no Natal
E se o lado negro vencesse? Em The Force Unleashed, como o aprendiz secreto de Darth Vader, codinome Starkiller, o jogador deve decidir se continua no caminho do mal ou se redime. Em TFU: The Ultimate Sith, expansão para PS3 e XBOX360 ao jogo original, vemos o que teria acontecido com o universo Star Wars se Starkiller optasse pelo lado negro e tomasse seu lugar ao lado do Imperador. Leia o post inteiro »
Star Wars – Episódio IV: Uma Nova esperança
Este post existe por três razões: 1) É obrigatório num site de sci-fi, 2) Você pode ter menos de 30 anos e achar que filmes velhos não valem o seu tempo, e 3) Existe a possiblidade de você ter sido abduzido antes de 1977 e tudo o que estiver abaixo ser total novidade pra você.
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A colheita azul
Durante a produção de O Retorno de Jedi, entre 1981 a 1983, para evitar superfaturamento nos custos de produção e reduzir o número de curiosos e vazamento de informações à imprensa, a Lucasfilm se referia ao filme exclusivamente sob o inofensivo título Blue Harvest - Horror Beyound Imagination. O suposto título de terror aparecia em papéis timbrados, cotações, bonés e camisetas da equipe, memorandos… Leia o post inteiro »
Tatooine Ghost: só mesmo para fãs
Dizer que o livro é ruim seria uma injustiça. Classificá-lo como bom seria igualmente errado. Tatooine Ghost é mesmo só para os fãs de Star Wars
O fato é que o livro começa com uma boa promessa. A história promete um enredo bom, com Han, Leia, Chewie e C3PO voltando ao planeta Tatooine atrás de códigos secretos da antiga Aliança Rebelde.
A supresa fica pelo fato de Leia começar a ter visões e contatos com resíduos da força deixados por Anakin/Vader enquanto viveu naquele planeta. O problema é que, uma vez que essa parte da história começa, é a única coisa capaz de manter o leitor interessado na obra.
O resto da história é insossa e superficial. Uma correria de um lado para o outro, com aliados improváveis e fugas menos possíveis ainda, mesmo em um conto de Star Wars. E pior, desde o começo já se sabe como a trama vai terminar.
O que há de bom no livro, então? Exatamente o contato de Leia com os personagens do universo dos episódios I, II e III. Quem diria, por exemplo, que Leia acabou por conhecer em detalhes toda a história de sua avó, Shmi Skywalker? São essas surpresas que podem manter um leitor aficcionado atrás de respostas. Mas mesmo isso, no fim das contas, decepciona um pouco. Não há enredo, não há emoção, não há desfecho. Apenas uma sequência de narrações que no fim não levam a nada.
Enfim, para o fã ainda vale a pena. Senão, nem perca seu tempo.
