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Caprica: tudo o que Matrix deveria ter sido

Postado por rsetti em 01/03/2010

Antes que os fãs de Matrix me atirem aos leões, vou deixar claro uma coisa: eu também sou fã de Matrix. Então este post não é nenhum ataque à trilogia dos irmão Wachowski. Mas tomos temos que concordar que a idéia original do primeiro filme, sobre as questões e conflitos entre um mundo real e um mundo virtual, ficou de fora nos dois últimos. O segundo filme é um mero filme de ação e o terceiro a busca de um messias prometido, que podia estar presente em qualquer outro filme.

caprica2

 

Depois disso, muitos outros filmes e séries tentaram explorar o tema. Talvez o mais recente tenha sido Substitutos (Surrogates) que, aliás, foi muito bem feito.

E por que estou trazendo tudo isso num post sobre Caprica? Porque a nova série, que mostra os eventos que antecedem a sensacional Battlestar Galactica, explora esse mesmo assuno. Dessa vez, com maestria.

De novo o tema aqui é máquinas contra humanos, mundo real contra mundo virtual. O que muda nessa série frente a todas as outras tentativas é que, assim como a série Galactica, o foco está nos personagens e não na tecnologia. O futurismo da cidade Caprica passa quase como um pano de fundo se misturando com um passado meio nostalgico (um pouco de Chicago dos anos 30).

Três histórias correm paralelamente. Zoe Graystone, filha do cientista Daniel Graystone, teve seu avatar, uma cópia de si mesma num mundo virtual onde jovens fazem literalmente de tudo, transferido para o corpo de um robô, um Cylon, que seu pai acabou de inventar. A Zoe real, morre já no primeiro episódio em um atentado terrorista em um trem.

Neste mesmo trem morre Tamara Adama, filha de Joseph Adama, que também tinha um avatar completo de si no mundo virtual. O avatar de Tamara, por outro lado, fica preso de vez nesse mundo e começa a moldá-lo e transformá-lo da mesma forma que Neo o faz em Matrix.

Por fim, a crítica religiosa aparece com um culto, responsável pelo atentado, que adora um deus único e é capaz de tudo para espalhar sua palavra.

Essas três narrativas aos poucos vão se cruzando e, o fim, todos sabemos: Cylons, Galactica e o futuro da humanidade em jogo. Apesar de ainda estar muito no começo, podemos ver alguns elementos interessantes. O irmão de Tamara Adama é, ninguém menos que William Adama (ele mesmo!) na história ainda com cerca de 10 anos de idade. A fixação de uma ceita que acredita em um deus único e a raiva que a pequena Zoe está criando aprisionada dentro de um Cylon já nos dá algumas pistas.]

Enfim, vale a pena assistir. Como eu disse, a série é tudo que Matrix deveria ter sido… E um pouco mais.

Quando, em 2007, a série Family Guy (no Brasil com o péssimo título ‘Uma família de pesada’) fez sucesso parodiando o primeiro Star Wars com o episódio Blue Harvest (veja o por quê do título aqui), logo foi anunciado que a segundo filme, O Império Contra-Ataca, também seria satirizado. A greve de roteiristas atrasou a estréia, mas foi por fim lançado em DVD e Blu-Ray nos EUA o episódio Something, Something, Something Dark Side (’qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa, lado negro’), também com uma hora de duração.

familyguystarwars2_01Como em Blue Harvest, Something, Something, Something Dark Side coloca os personagens de Family Guy nos papéis do filme de George Lucas: Chris Griffin é Luke, Lois é Leia, Peter é Han, Brian é Chewbacca e a dupla Quagmire e Cleveland interpreta os robôs C-3PO  e R2-D2. Como é tradição na série, há várias referências à cultura pop, inclusive algumas não muito óbvias para quem não é americano (como o ator que aparece no pântano em Dagobah parodiando as propagandas da seguradora AllState). Outras tiradas são familiares e específicas para quem acompanha as séries (tanto Star Wars como Family Guy), como por exemplo o momento em que um AT-AT na batalha de Hoth cai e fica um boooom tempo segurando o joelho e gemendo de dor, a faxineira Consuelo pedindo para Darth Vader comprar mais limpa-vidros para o Star Destroyer, ou as constantes referências a Alderaan. Como já é costume em Family Guy, não faltam situações absurdas e inesperadas, como Luke tendo que fazer uma escala antes de chegar a Dagobah para ver o recital de violino da sobrinha de R2-D2.

 O próprio nome do episódio, na realidade, é mais uma referência a uma piada anterior na série. Num dos flashbacks absurdos de Peter, fala-se do dia em que o Imperador descobriu a fórmula para diálogos perfeitos em Star Wars: ‘qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa, lado negro… qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa, completo’.

Tecnicamente, o episódio é impressionante. Fãs perceberão a sincronia perfeita da música do episódio com o filme original, a reprodução fiel dos ângulos de câmera e a boa qualidade das naves feitas com ajuda de computação gráfica. E isso é parte do prazer de assistir o episódio.

No geral, Something, Something, Something Dark Side é para iniciados - é preciso gostar de Star Wars, de Family Guy e ter alguma exposição à cultura americana para entender todas as piadas. Não dá pra rolar de rir, mas dá pra se divertir.

Star Wars em Star Trek

Postado por rcafaro em 25/11/2009

Há quem pense que quem gosta de Star Trek tem que odiar Star Wars, e vice-versa.

Mas os produtores de Star Trek em várias ocasiões prestaram homenagem a Star Wars e incluíram elementos da saga de Lucas na tela. Em ST:TNG (A Nova Geração), um modelo de R2-D2 foi usado para criar os detalhes da superfície do cubo Borg.  Em Star Trek: First Contact, a Millenium Falcon aparece e é logo vaporizada pelos Borg. Recentemente, J.J. Abrams, fã de Star Wars, incluiu R2-D2 como um dos destroços na cena da explosão de Vulcano. Há também quem defenda que a USS Enterprise aparece em Star Wars: Episódio I.

Pra que brigar?

Quem é infantil agora?

Postado por rcafaro em 25/11/2009

Há quem diga que Star Trek: TNG (Jornada nas Estrelas, A Nova Geração) é uma série infantil e sem-graça. Mas não é o que pensa o gênio Stephen Hawking…

Durante sua visita à Paramount por ocasião do lançamento em vídeo de‘Uma Breve História do Tempo, Hawking passou pelo set da ponte de comando da Enterprise, ele parou e começou a dedilhar algo que  queria dizer em seu sintetizador de voz. Depois de um minuto, ele disse “Poderiam me tirar de minha cadeira e me pôr na cadeira do capitão”?

Hawking nunca pede pra sair da cadeira, mas evidentemente achou que isto era coisa séria! Quem é infantil agora?

FlashForward foi para a Geladeira

Postado por rcafaro em 25/11/2009

As bruxas estão à solta mesmo… não bastasse os engavetamentos recentes de séries (Dollhouse, Defying Gravity…), chega a notícia de que o excelente FlashForward, aclamado como o novo Lost, está ‘dando um tempo’.

A ABC americana parou temporariamente a produção da série - inicialmente por apenas seis dias - para repensar os rumos do programa e “garantir a alta qualidade”. O anúncio vem apenas uma semana após FlashForward ter tido sua pior audiência desde a estréia, e cerca de um mês depois de um dos produtores, Marc Guggenheim, ter abandonado o barco.

Mas a suspensão não deve afetar o final da meia-temporada em 3 de Dezembro.

Esperemos que este ‘hiato criativo’ devolva ao programa o nível de audiência exigido pela ABC, senão…

Nem Defying Gravity nem Virtuality: sem espaço

Postado por rcafaro em 24/11/2009

Depois de Virtuality ser rejeitada como série e ficar relegada a um ‘filme para TV’, muitos de nós nos consolamos em saber que pelo menos Defying Gravity, apesar de sua abordagem mais água-com-açucar, abordaria o tema das viagens espaciais nos tempos modernos de forma instigante e criativa. Mas a arte, pelo visto, imita a vida. Leia o post inteiro »

V 2009: uma ótima repaginação

Postado por rsetti em 05/11/2009

Na terça-feira passada, dia 03 de novembro, estreou nos EUA o remake da série V – A Batalha Final, sucesso na televisão dos anos 80.

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Um pouco de Voyager e um pouco de Galactica: SGU

Postado por rsetti em 16/10/2009

Reviver franquias está na moda (ainda bem!). Vimos Star Trek, vimos Galactica, estamos aguardando V - A Batalha Final. E assim por diante. Agora foi a vez de Stargate. Chegou nos Estados Unidos a tão esperada série Stargate Universe (SGU).

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O que acontece se você pegar Grey’s Anatomy e substituir o hospital por uma espaçonave e transformar os médicos em astronautas em uma missão de 6 anos pelo sistema solar? É claro, Defying Gravity Leia o post inteiro »

Temos duas palavras pra você: Flash Forward

Postado por rcafaro em 28/09/2009

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Que aconteceria se, ao mesmo tempo, todas as pessoas no mundo tivessem uma visão do que estariam fazendo dali a seis meses? Como isso afetaria as decisões que você tomaria se já soubesse qual seria o resultado? Esta é a trama básica do excelente Flash Forward, que estreou na ABC nos EUA na quinta 23/09. Leia o post inteiro »



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