Nem Defying Gravity nem Virtuality: sem espaço
Depois de Virtuality ser rejeitada como série e ficar relegada a um ‘filme para TV’, muitos de nós nos consolamos em saber que pelo menos Defying Gravity, apesar de sua abordagem mais água-com-açucar, abordaria o tema das viagens espaciais nos tempos modernos de forma instigante e criativa. Mas a arte, pelo visto, imita a vida. Igual aos planos da NASA para voltar à lua que vem sendo aguados desde os anos 70, chegou a vez também de Defying Gravity ser cancelada. E as razões não são muito diferentes da razão para não termos ainda pisado em marte ou estabelecido uma colônia na lua: a demanda por resultados rápidos e concretos.
Defying Gravity, depois de ter recebido um horário horroroso na grade da ABC, não se deu bem em audiência após os primeiros episódios e foi defenestrada. A ABC a tirou da grade após 9 episódios, e os outros 4 produzidos para a temporada só foram ao ar no Canadá. Assim, “Kiss”, em que a tripulação da Antares finalmente chega a Vênus, é o fim (digno) da primeira temporada e da também série. Logo quando os mistérios começavam a ser esclarecidos.
Será que, com o tempo, Defying Gravity teria se tornado um sucesso de crítica e público como Battlestar Galactica ou Arquivo X? É difícil dizer - Virtuality certamente teria mais chances - mas fica de evidente que na geração Youtube a única regra que vale é fazer sucesso rápido, ou sumir do mapa. Pior pra você e pra mim, que ficamos sem Firefly, Dollhouse, Virtuality, Defying Gravity - e cada mais longe do Espaço.
Se você já assistiu a série e gostaria de saber o que aconteceria nas próximas temporadas, veja o que o criador James Parriot revela aqui (em inglês)



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