Fringe – primeira temporada: uma série que acertou desde o início, apesar dos exageros
 
Fringe – primeira temporada: uma série que acertou desde o início, apesar dos exageros

Ao investigar a misteriosa morte de todos os passageiros de um vôo, a agente do FBI Olivia Dunhan, se vê envolvida com uma série de casos misteriosos e, aparentemente, sem explicação científica. Para conseguir respostas para tais fenômenos, ela vai atrás do cientista Walter Bishop, que passou os últimos vinte anos em um hospital psiquiátrico. Walter só é liberado aos cuidados do seu filho, Peter Bishop. O trio inusitado, então, passa a fazer parte da divisão Fringe Science (algo com ciência de fronteira, em português).

A partir daí, a cada episódio, fenômenos mais bizarros vão se acumulando e, aos poucos, a história dos três personagens começa a ser mostrada. Esse é o enredo da série Fringe, que estreou em setembro de 2008 nos Estados Unidos.

O que faz de Fringe tão diferente de outras séries do tipo, como Arquivo X, talvez a mais parecida de todas? Simples. Fringe, desde o começo, acertou na dose de mistura entre vários estilos não caindo nunca na monotonia.

Anna Torv

A bela Anna Torv na pele da agente Olivia Dunhan

Na primeira temporada a série segue, principalmente no início, a fórmula do “mostro da semana”. Ou seja, a cada novo episódio existe um caso completamente maluco que, graças a interação entre os protagonistas, é resolvido. O suspense e a graça ficam por saber qual a explicação “científica” para o misterioso fenômeno.

Mas desde o primeiro episódio, há um pequeno mistério de fundo. Algo não explicado que vai crescendo aos poucos e trazendo pistas para os espectadores. E, exatamente quando a série ameaça cair na mesmice, essa corrente de eventos vem à tona e passa a atiçar a curiosidade pela solução do conjunto e não mais pelos episódios. É aí que se vê que a junção dos personagens não foi mero acaso, mas sim uma obra cuidadosamente planejada.

O único problema dessa temporada de Fringe talvez sejam os pequenos exageros a que os roteiristas se permitem. O doutor Bishop parece um Einstein do mundo moderno que tem solução para tudo. Mas, deixando de lado isso como uma licença poética, a série beira a perfeição.

Por fim, para deleite dos fãs de ficção-científica, a série traz um presente no último episódio: a participação especial de ninguém menos que Leonard Nimoy, na pele do Dr. William Bell. Fantástico!

Por Ricardo Setti
27/09/2010

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Comentários para “Fringe – primeira temporada: uma série que acertou desde o início, apesar dos exageros”

  1. Rodrigo says:

    O personagem Peter Bishop na primeira temporada é em grande parte despediçado, servindo apenas como ‘tradutor’ das coisas que Walter diz. Felizmente isso muda na segunda temporada.
    Mas, de qualquer forma, Fringe vale a pena.

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